Indecisões…

“Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”*

 Alguns dias parecem ser mais difíceis que outros. Me incomoda, particularmente, aqueles dias de indecisão. E pior ainda é quando não conseguimos decidir o que estamos sentindo, não sabemos se é tristeza ou cansaço, só sabemos que é um aperto no peito e um nó na garganta. Não sabe se quer dormir ou ficar acordado,

“Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.”*

A gente não sabe o que é, mas tem a convicção de que, seja o que for, precisa sair. Mas como se livrar de um fantasma do qual não sabemos nem o nome? As vezes a gente acha que é fome, mas come e não passa, pode ser sono, mas dormimos e não passa, talvez seja aquela dor de ser, ou de não ser. A dor de querer e ainda não ter, dor de quem ainda não chegou aonde queria, é aquela dorzinha, nossa amiga, que nos mantém em movimento. Assim sentimos que estamos vivos. Dói. Então queremos chegar, queremos ser. Somos incompletos e por isso precisamos sempre seguir para nos realizarmos.
Mas como podemos viver nessa situação e aproveitar a vida? Ai está o grande segredo: ser incompleto e, mesmo assim, se sentir pleno. É preciso saber aproveitar a jornada, mas isso é um segredo individual, algo que não pode ser compartilhado. apenas experimentado.

“É caminhando que se faz o caminho!”

*Texto de Cecília Meireles – Ou isto ou aquilo

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